quinta-feira, 2 de abril de 2009

Unicamp, Unesp e USP estudam unificar 1ª fase do vestibular


LUISA ALCANTARA E SILVAda Folha de S.Paulo
USP, Unicamp e Unesp irão discutir uma primeira fase do vestibular unificada. Foi o que ficou decidido ontem, em reunião no CEE (Conselho Estadual da Educação).
Não é a primeira vez que esse assunto entra na pauta --pelo menos desde 2004 já se discutia o tema. O avanço realizado ontem, de acordo com Maria Inês Fini, que representa a Secretaria Estadual da Educação, foi a criação de um fórum para discutir mudanças. "Esse assunto é antigo. O bom é que agora haverá discussão."
Devem participar desse grupo de trabalho, proposto pelo secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt, as três universidades estaduais paulistas, o CEE e a Secretaria Estadual da Educação e a de Ensino Superior.Com isso, o CEE e as secretarias poderão opinar sobre o processo seletivo das escolas, que têm autonomia.
Vogt citou o Enem, que se mostrou como "uma boa forma de avaliação". "O MEC tem uma proposta nesse sentido [de fazer uma primeira fase geral para as universidades federais]. Não estou pregando que seja desse jeito. O que acho é que temos que discutir uma forma."
"O vestibular deve seguir o que é dado no ensino médio, e não o contrário", afirmou Arthur Fonseca Filho, presidente do CEE. Ele acredita que, com a prova unificada, as escolas poderão programar melhor o conteúdo do ensino médio.
Maria Inês citou também a facilidade para o vestibulando. "Vai ser uma prova, uma data."A proposta sugerida ontem foi que, após a primeira etapa, cada universidade faça a segunda fase como quiser e se quiser.
Os representantes das universidades presentes na reunião --Leandro Tessler (Unicamp), Julio Cezar Durigan (Unesp) e Selma Garrido Pimenta (USP)--acharam a criação do fórum "salutar".
"É complicado, porque cada universidade busca um perfil diferente. Mas é uma possibilidade", disse Tessler. Para Durigan, da Unesp, "o ideal seria um aproveitamento direto do ensino médio", mas ele acha boa a discussão. Selma, da USP, disse, após a reunião: "Não posso falar pela USP. Mas a Selma vê com bons olhos [a unificação]. É possível e desejável".

terça-feira, 24 de março de 2009

Consumo de telefone celular: significados e influências na vida cotidiana dos adolescentes

Gilberto Venâncio Luiz
Neste trabalho, objetivou-se analisar o comportamento de consumo de telefone celular entre os adolescentes estudantes, com idade entre 12 a 17 anos, da cidade de Viçosa, bem como os significados desse produto na vida cotidiana destes e os impactos desse tipo de consumo nas relações familiares, extrafamiliares e no orçamento familiar. O estudo foi realizado em três etapas. A primeira etapa constou de aplicação de questionários a uma amostra de 392 adolescentes, que por meio da técnica de cluster analysis, foram definidos perfis de agrupamentos de adolescente em termos de tempo de posse e uso do telefone celular, renda, gastos e existência de conflitos familiares com relação ao uso do aparelho. A análise de agrupamentos demonstrou a formação de quatro perfis de adolescentes com características diferenciadas. Na segunda etapa foi realizada uma entrevista com 40 adolescentes, que já possuíam telefone celular a mais de um ano e que haviam trocado o celular pelo menos uma vez.
Os objetivos dessa entrevista eram analisar os fatores motivadores da aquisição e troca do aparelho, os significados simbólicos do aparelho e as mudanças nas relações familiares e extrafamiliares dos adolescentes. A terceira etapa foi realizada com os responsáveis pelos adolescentes pesquisados na segunda etapa, por meio de entrevista, para verificar o perfil da família e as mudanças ocorridas na família depois que o filho (a) adquiriu o telefone celular e o impacto das despesas deste telefone na renda mensal da família.